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Espera em Deus, ele virá e não tardará!

Salmo 41:1-11

Espera em Deus, ele virá e não tardará!

Introdução:

Muitos acreditam que este salmo foi escrito quando o salmista fugia de seus inimigos e viajava de um local para outro. Estes inimigos dia após dia, lançavam suas acusações sem nenhum tipo de constrangimento.

Faziam isso através de uma pergunta curta e grossa? “Onde está o teu Deus?”

O verso 1 mostra o desespero de um homem assolado, desanimado, atribulado.

Fazendo uma analogia do seu estado de espírito com a aridez e seca do deserto. Possivelmente o deserto da palestina.

Usa o exemplo da corça e da sua necessidade de obter água para mostrar a condição de como a alma humana é lamacenta sem a presença de Deus.

O verso 2 mostra a vontade e o desejo deste homem de vivenciar a vida com Deus e experimentar do seu amor e comunhão. Mostra a ânsia deste homem de contemplar o agir de Deus em sua vida. De ver o mover de Deus e presenciar suas maravilhas.

O verso 3 mostra o ciclo de desespero que a alma humana pode experimentar ao passar por momentos menos bons. Quando não se percebe Deus, não se enxerga suas mãos trabalhando, o choro e as lágrimas podem então se tornar corriqueiros.

Esse homem chorava tanto que as lágrimas eram o seu alimento. Era só isso que ele fazia. Nada mais. Em meio ao seu desespero, seus acusadores continuavam a perguntar: “Cadê o seu Deus?”

O verso 4 mostra o salmista lembrava-se de quando havia sido alegre e as coisas davam certo. Dos tempos de vacas gordas em que a presença de Deus era nítida e palpável. De quando era alegre e tinha prazer nas coisas de Deus e também de estar com Deus.

Quando ia até o local de adoração com vontade e disposição para louvá-lo e adorá-lo, entusiasmado e esperançoso.

O verso 5 diz-nos que por um momento o salmista consegue conter as lágrimas e questiona-se: Por que ó minha alma? Por que estás abatida?

Declara para si próprio que a solução para o seus problemas e aflições é esperar em Deus. E enfatiza: “Porque ele é meu auxílio e meu Deus”!

Mas no verso seguinte o homem tem uma recaída, sente-se abatido e sem forças novamente. Lembra-se de ter estado na nascente do rio Jordão, no monte Hermon, no outeiro de Mizar.

E de lá ter visto as catadupas e os abismos, as quedas d’água que vão de uma queda a outra, de um abismo a outro. (vs 7). Ele deu-se conta que desta mesma forma estava a sua alma, indo de um lado a outro, aflita, sem descanso, agitada, indo literalmente de mal a pior, se entregando cada vez mais, destruindo-se por causa da auto piedade.

Uma lágrima chamando outra lágrima, uma agonia chamando outra agonia, mergulhada nas cascatas da vida. E se perguntando agora: Onde está o meu Deus?

O fragor (barulho) das águas assustam, as setas do inimigo paralisam, o grito questionador e acusador enche de dúvida e enfraquecem a fé.

Onde está o seu Deus?

O salmista por um instante começa a colocar a culpa em Deus. As “Tuas” ondas me cercaram… “As Tuas” vagas passaram sobre mim…

Esquece-se agora daquele que acalma a tempestade e aquieta a tormenta. Daquele que muitas vezes antes, já havia operado e livrado a alma da morte.

N verso 8 o salmista parece recobrar mais uma vez a consciência por alguns momentos. Faz confissão da misericórdia e poder de Deus. Mas a seguir tem mais uma recaída e uma vez mais afirma que Deus havia se esquecido dele? Por que sendo crente precisava passar por estas aflições e viver lamentando os infortúnios da vida?

No verso 10 seus ouvidos ouve mais uma vez o inimigo gritando: “Onde está o seu Deus?’

Quando a doença aparece.

Quando a traição nos assola.

Quando o desemprego bate a porta.

Quando um ente querido falece.

Quando o dinheiro acaba.

Quando oro e nada muda?

Quando clamo, mas meu filho não é transformado?

Quando não consigo vencer esta luta?

Cadê você Senhor? Será que você desapareceu? Será que se importa comigo?

Cuidado! Porque quando pensamos assim 4 coisas podem acontecer conosco:

1 – Achamos que Deus nos abandonou e não voltaremos a ser felizes. Vs 4

2 – Nos sentimos inadequados na igreja. Vs 4b

Louvamos sem ter vontade. Parecemos hipócritas. Vemos todos celebrando e adorando e não achamos motivos para isso.

3 – Ficamos dependentes dos sentimentos. Vs 4c

Achamos que para Deus nos ouvir ou operar em nossas vida precisamos sentir ou experimentar uma sensação física ou esboçar alguma reação externa.

4 – Nos tornamos crentes desequilibrados. Vs 8-9

Uma hora louvamos e adoramos. Confiamos e esperamos.

Outra hora duvidamos e lamentamos. Afirmamos que Deus nos abandonou e não se importa conosco.

Conclusão:

Para não ser refém dos sentimentos, das emoções e manter a sua fé intacta e inabalável, lembre-se que no final de sua saga de dúvida, lamúria e comiseração, o salmista pode declarar no verso 11: “Sei que me queres bem, pois o meu inimigo não triunfa sobre mim.”

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