Campanha Resgatando Famílias – Semana 4

RESGATANDO FAMÍLIAS ATRAVÉS DO NOSSO RELACIONAMENTO COM DEUS

Cântico dos cânticos 2:1-15

Quando falamos sobre alcançar os perdidos, geralmente pensamos que se trata de um trabalho de Deus que não requer o nosso envolvimento. Mas, durante as semanas da Campanha Resgatando Famílias, temos aprendido que temos um papel muito importante neste processo.

Aprendemos que devemos orar por nossos familiares e procurar ter uma comunhão estreita com eles. Vimos que devemos amá-los e cultivar um ambiente de compreensão e diálogo no seio do nosso lar. Observamos que para ver os nossos queridos próximos de Deus é necessário também sermos pessoas com um testemunho sólido e saudável.

O livro de Cantares de Salomão nos mostra o relacionamento do Rei Salomão e sua noiva sulamita. Lendo este livro, somos ministrados sobre a necessidade de termos um relacionamento estreito e verdadeiro com o Senhor. Isso além de trazer benefícios para nós, trará também para os que fazem parte do nosso círculo mais íntimo. Se não amamos ao Senhor de todo o nosso coração, alma, forças e entendimento, como então podemos desejar que os outros venham a fazer isso? Isso seria hipocrisia e religiosidade!

A leitura deste livro tinha como um de seus objetivos lembrar o povo israelita que eles tinham um Deus que os amava e que era merecedor de seu amor. Representa aquilo que um Deus amoroso e tremendo pode fazer quando encontra um coração disponível a aceitá-lo e disposto a retribuir este amor.

Os rabinos judeus viam este livro como uma ilustração do amor de Deus por seu povo, Israel, e seu desejo de compartilhar um amor mais profundo com eles. Os interpretes cristãos, usam esta mesma abordagem, vendo descrito no livro de Cantares o relacionamento amoroso entre Cristo e sua igreja. (João 3:29)

No capítulo 2:1 ela se compara a uma simples rosa da planície de Saron. Uma flor típica daquela região, que não se destacava da vegetação local. Ela também se compara com o lírio dos vales, novamente passando a ideia de que perante alguém tão importante como o Rei, não possuía nada que pudesse atraí-lo ou que despertasse a sua atenção. Ela era uma camponesa simples que não estava acostumada com a riqueza e a pompa encontrada nos palácios.

O rei respondeu usando a imagem de um lírio entre os espinhos. Era ela quem havia chamado a sua atenção. No meio de tantas pessoas diferentes (espinhos) era o lírio que despertava o seu interesse. Mas ela não tinha a mesma opinião ao seu próprio respeito. E ela estava certa, pois nem ela, nem nós, temos algo que chame a atenção do noivo Jesus. Não é a nossa beleza, não é a nossa capacidade, não é a nossa inteligência. Não são nossas posses e nem mesmo a nossa justiça própria. Muito menos, as nossas boas ações ou a nossa suposta bondade, que faz com que ele nos ame e queira ser nosso amigo.

Mike Bickle certa vez viu um cartoon do Denis Pimentinha que ilustra muito bem o ponto de vista do noivo (Jesus) com relação a sua noiva (nós):

“Denis e seus amigos estavam saindo da casa da Sra. Wilson com as mãos cheias de biscoitos. Um dos amigos de Denis comentou que eles não haviam feito nada para merecer aqueles biscoitos. Denis então explicou: A Sra. Wilson não nos deu os biscoitos porque somos bons. Ela nos deu os biscoitos, porque ela é boa”!

Ele escolheu olhar para nós com olhos de amor. Ele resolveu sair do céu, morrer em nosso lugar e estender o convite a cada um de nós para vivermos esta aventura magnífica através do seu sangue.

É tudo sobre ele, e não sobre nós. A sulamita sabia disso, por isso declarou que ele, o noivo, era como uma macieira no meio do bosque, onde ela poderia se sentar, descansar e encontrar abrigo e sustento (vs. 3). Jesus é o nosso escudo, nosso abrigo, nosso socorro bem presente na tribulação. O texto também nos ensina que ela descobriu que ele não se envergonhava dela, pois levou-a a sala do banquete e a apresentou a todos os seus súditos. (vs. 4)

Jesus, de igual modo, não se envergonha de nós. Ele não se importa com a nossa aparência, nem com a nossa procedência. Ele veio pelas ovelhas perdidas. Ele veio por mim e por você. Ele não se envergonha de estar conosco, de estar com os sujos, com os leprosos, com os publicanos. Jamais ele deixará de estar com os esquecidos e com os humildes. Ele aprecia a nossa companhia. Ele quer ser o nosso amigo, nosso salvador, nosso Senhor e mestre.

Ele veio para o quebrado, para o desolado, para o desfeito, para o decepcionado. Ele morreu pelo quebrantado, pelo incapaz, pelo necessitado. Ele veio por mim e por você. Pecadores que necessitam do seu perdão. Mas, tão certo quanto isso, ele veio também para os nossos, para cada um deles que ainda não o conhecem.

A noiva é composta por todos aqueles que creem em Jesus. Além de nós, todos aqueles que um dia se entregarem ao Senhor serão adornados e preparados para o dia do Casamento. Esta noiva ainda não está completa. Existe ainda lugar para aqueles que Cristo irá salvar, pois a Sua vontade é que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4).

Portanto, com relação aos nossos familiares, devemos amá-los, ajudá-los, compreendê-los. Orar por eles, pregar para eles, jejuar por eles. Mas, antes de tudo, amar a Deus cada vez mais, confiar nele cada vez mais e continuar crescendo na graça e no conhecimento Dele cada vez mais, assim ele agirá em nosso favor e estenderá sua poderosa mão ajudar e para salvar aqueles que nós amamos.

Deus vos abençoe,

Pr. Fábio

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